sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Férias de verão: confira dicas para a alimentação das crianças


Férias de verão: confira dicas para a alimentação das crianças 

É possível escolher opções nutritivas e que as crianças gostem

Por Renata Demôro

Férias de verão combinam com praia, sol e crianças comendo fora de casa. Mesmo quando a viagem não está inclusa no pacote, as tardes ensolaradas pedem um passeio no parque ou um mergulho na praia. E como garantir que as crianças se alimentem bem em qualquer lugar?

Mudança de rotina afeta alimentação
Especialista em alimentação infantil, a nutricionista funcional Elaine de Pádua explica que a mudança de rotina e a praticidade de alimentos industrializados são responsáveis pelo ganho de peso das crianças durante as férias de verão.

“Apesar de gastar calorias correndo e brincando, neste período elas costumam acordar tarde, pular refeições e substituir o almoço e o jantar por guloseimas e fast-food”, explica a nutricionista. Elaine diz que, prevendo a oscilação de horários durante as férias, é possível montar cardápios saudáveis, que agradem aos filhos.

De acordo com a nutricionista Larissa Cohen, do Espaço Stella Torreão, no Rio de Janeiro, “com o calor, a tendência é que o apetite das crianças diminua, mas como está em fase de crescimento é fundamental garantir que ela consuma alimentos leves e nutritivos”.

Confira dicas para que as crianças comam bem durante as férias de verão:
  • 1
    Frutas e suas variações
    A nutricionista Elaine de Pádua recomenda variar a forma de oferecer as frutas. “Iogurtes, leite e sucos com frutas podem facilitar o consumo de diferentes tipos delas. Picolés de frutas também são permitidos”, explica. Segundo a nutricionista Larissa Cohen, é preciso estar atenta aos rótulos: “Nos sucos e picolés, evite aqueles em que a primeira ou segunda palavra da entre os ingredientes é açúcar. Polpa, suco ou água devem ser os primeiros da lista, já que representam substâncias em maior quantidade no produto”. Ela lembra as frutas já devem estar picadas, em potes, dentro de uma sacola térmica, para facilitar o consumo.
  • 2
    Para quem não gosta de fruta
    Para crianças que torcem o nariz para qualquer tipo de fruta, Larissa Cohen recomenda biscoitos à base de farinhas integrais (doces ou salgados), bolo caseiro simples em fatias (previamente embalados fatia a fatia) e minissanduíches de queijo minas ou mussarela. A nutricionista Elaine de Pádua orienta: “Nunca deixe o pacote de biscoitos com a criança. Ofereça o salgadinho em um potinho e regule a quantidade. O adulto deve estipular os limites”.
  • 3
    Comendo na rua
    Quando a fome apertar e não houver nada previamente preparado para a criança, a nutricionista Larissa Cohen recomenda: “A mãe pode comprar milho cozido, biscoito de polvilho, picolés de fruta, sucos e água de coco”. Ela lembra que os sanduíches vendidos na praia, com maionese, devem ser evitados. “Pratos com camarão, empadas, salpicão, salada de frutas e sucos que não sejam industrializados também não devem fazer parte da alimentação das crianças na rua, já que correm o risco de contaminação por bactérias, que provocam infecção intestinal, com febre e diarreia”, explica a nutricionista.
  • 4
    Viagem em família
    A nutricionista Elaine de Pádua explica que o café da manhã dos hotéis costuma fazer a alegria das crianças. “Capriche na primeira refeição do dia, mas faça escolhas saudáveis. Opte por somente uma variação de pão, de preferência integral, evite frituras e alimentos gordurosos”, diz a nutricionista. Se for passar o dia todo fora do hotel, em um lugar que ainda não conhece, Larissa Cohen recomenda levar a comida das crianças já pronta: “No almoço, ofereça um sanduíche de pão integral ou árabe com queijo minas, alface, tomate e cenoura ralada. Para beber, leve água de coco e suco de fruta”. Larissa recomenda que, pelo menos uma vez por dia, a criança consuma verduras, legumes, carnes, arroz e feijão. “Nas férias, os lanches costumam predominar, mas a mãe pode se organizar para oferecer, pelo menos, uma refeição completa por dia para a criança”, orienta a nutricionista.

Pequenas recompensas podem estimular crianças a comer legumes, diz estudo

Pequenas recompensas podem estimular crianças a comer legumes, diz estudo

Método é mais eficaz do que elogios verbais

Por Renata Demôro

Fazer com que os filhos comam cinco porções diárias de frutas e legumes, como recomendam os médicos, pode ser uma tarefa difícil para qualquer mãe. Pesquisadores da University College London parecem ter encontrado a solução para o problema. Recém-publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”, o estudo indica que pequenas recompensas podem ter mais sucesso do que elogios verbais na aceitação de novos alimentos.

Segundo os cientistas, crianças de 3 e 4 anos de idade, que já tinham dito não gostar de um vegetal, mudaram de ideia gradualmente após ganhar um adesivo como forma de incentivo, inserindo o alimento na rotina. Eles também dobraram a ingestão, indo de uma média de 5g de legumes por dia no início para cerca de 10g até o final da pesquisa.

Após recompensas, crianças mudam de opinião sobre legumesTrês meses depois, as crianças que receberam recompensas ainda mostraram estar dispostas a comer mais de uma vez os legumes apresentados pelos pais. Por outro lado, as crianças que receberam elogios verbais continuaram não experimentando ou incorporando verduras e legumes ao cardápio.

A pesquisa analisou a rotina e os hábitos alimentares de 173 famílias, que foram divididas em dois grupos. Uma parte deveria elogiar verbalmente seus filhos quando comessem legumes, enquanto a outra metade foi instruída a recompensá-los com adesivos. Durante o estudo, os pais ofereceram aos filhos, durante 12 dias, pequenas porções de cenoura, aipo, pepino, pimentão, ervilha e repolho.

Os cientistas recomendam que os pais considerem utilizar pequenas recompensas não alimentares após a degustação diária de pequenos pedaços de legumes. Eles alertam sobre a necessidade de estudos mais profundos. Pesquisas anteriores sugerem que o esquema de recompensas pode não ser tão eficaz, já que fez com que crianças perdessem o interesse em legumes que já gostavam.

Boneca para meninos,avião para meninas?

o que os brinquedos ensinam



Tem um vídeo no YouTube, com mais de três milhões de acessos, com uma menina fofa, indignada numa loja de brinquedos, que não entende por que meninas devem comprar princesas rosas e meninos, super-herois de diferentes cores. Procure por "Riley on Marketing" e veja como a pequena insiste em questionar as regras do jogo. O video me fez lembrar de quando uma amiga minha ficou enlouquecida com a sogra, que tinha presenteado o neto de dois anos com uma Barbie.

Minha amiga encarou isso como uma provocação da sogra, já que a senhora era lúcida e o menino tinha um irmão pequeno, com quem não faria sentido "dividir" o tal brinquedo. Fato é que minha amiga confiscou o presente na hora. Só não sei o que ela fez com a sogra depois.

Como os pais devem agir na determinação do que é brinquedo de menino ou de menina? Não vou questionar as boas intenções da sogra, mas será que minha amiga deveria ter dado a boneca para o filho? Se fosse um boneco com roupa de mergulhador seria melhor?

Muitos brinquedos acabam treinando as crianças para os papéis que vão desempenhar no futuro. A autora do livro Cinderella Ate My Daughter, Peggy Orenstein, escreveu que meninos e meninas de hoje vão ser colegas de profissão, empregados, chefes, companheiros. "Como podem desenvolver habilidades para colaborar uns com os outros com brinquedos que enfatizam, reforçam ou até criam diferenças entre eles?", questiona Peggy.

No início deste ano, chega aos Estados Unidos uma nova linha da Lego voltada para as meninas. Pesquisas feitas pela empresa apontaram que, quando são muito pequenas, as crianças brincam igualmente com blocos de montar, mas quando chegam na faixa dos três ou quatro anos de idade, as meninas preferem brinquedos bonitos, com harmonia e que lhes permitam contar histórias. E é nessa fase também que as crianças começam a se policiar entre elas, reforçando visões rígidas sobre o que é de menino e de menina.

Portanto, para que as meninas sejam conquistadas pela brincadeira de montar, que desenvolve habilidades motoras finas, matemáticas e espaciais, na sua nova linha, a Lego adaptou tudo isso ao "gosto feminino", com um toque de rosa e lilás, além de bonecos maiores e algumas curvas.

Daí voltamos à questão dos papéis desempenhados pelos brinquedos. Peggy Orenstein pergunta o que as meninas vão aprender com os kits de Lego em que devem montar salões de beleza. E eu pergunto por que elas não poderiam brincar com um avião que vem com uma boneca no comando, por exemplo?

Quem está estabelecendo as regras? A natureza humana, os pais, a escola, a televisão, as lojas ou todo mundo junto? Porque meninos e meninas têm uma preferência natural por um ou outro tipo de brinquedo, mas o ambiente também tem alguma influência nas escolhas.

Qual seria a melhor proposta? É necessário separar rigidamente brinquedo de menino de brinquedo de menina? Ou as crianças deveriam ter mais liberdade de escolha? Será que todos os brinquedos não deveriam ser bonitos, coloridos, com harmonia e poder de estimular habilidades nas crianças, apenas com o rótulo "apto para todo o público"? E aí deixaríamos as crianças escolherem bem à vontade de acordo com seus interesses. Afinal, meninas devem ser livres para subir em árvores, jogar bola e montar naves especiais. E meninos também devem poder brincar de casinha. Acho que a pequena Riley estaria de acordo, não?
 

 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Psicóloga aponta má influência de princesas sobre meninas, em livro

Psicóloga aponta má influência de princesas sobre meninas, em livro

pais devem estar atentos às mensagens que filhos recebem pela mídia

princesas disneyA mania de meninas pequenas se vestirem de princesas pode não ser apenas uma brincadeira de criança. A psicóloga infantil Jannifer L. Hardstein defende que os valores transmitidos por Cinderela, Branca de Neve e cia pode estar deturpando a visão de realidade das meninas.

Batizado de 'síndrome de princesa', o fenômeno é descrito pela especialista em seu novo livro, "Princess Recovery: A How-To Guide to Raising Strong, Empowered Girls Who Can Create Their Own Happily Ever Afters" (algo como "Recuperação da Princesa: um guia de como criar garotas fortes e poderosas, que podem fazer seu próprio final feliz").

Princesas transmitem ideia de que importante é a beleza
Na obra, Hardstein defende que meninas de apenas dois anos estão começando a definir parâmetros irreais a partir dos desenhos da Disney. Segundo ela, as princesas transmitem a ideia de que beleza e boas roupas são o suficiente para se encontrar o amor e ter amigos.

Este tipo de mensagem, de acordo com Hardstein, tem grande impacto na autoconfiança e dificultam que as crianças entendam a importância da educação e de valores como generosidade. "As meninas estão recebendo essa mensagem por toda parte, de que o que importa é a aparência e as coisas que elas têm", argumentou a psicóloga em programa da TV americana.

Hardstein diz ainda que não são apenas televisão e revistas que influenciam negativamente as meninas, mas também alguns brinquedos. "Os pais acham que seus filhos vão entender as mensagens com que são bombardeados todos o tempo mas eles não vão."