sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Símbolos de Natal e Seus significados

Símbolos de Natal e Seus significados

O homem não vive sem sinais e símbolos.
Seu pensar, seu conhecer, seu expressar o real e o espiritual é realizado através de símbolos. Ele transforma tudo em símbolos para ser entendido pelos outros. Assim a língua falada e escrita e as artes nas suas diversas expressões (pintura, escultura, música, dança ...) são os símbolos mais comuns.

O homem se expressa simbolicamente também através da fé e da cultura, e o natal é uma expressão de fé e de cultura.

Conheça melhor a grandeza dos significados dos símbolos do Natal:

Árvore de Natal:

No mundo, milhões de famílias celebram o Natal ao redor de uma árvore. A árvore, símbolo da vida, é uma tradição mais antiga do que o próprio Cristianismo, e não é exclusiva de uma só religião.

Muito antes de existir o Natal , os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano em dezembro como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte.

Já o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para as festividades deste mesmo dia do ano.A primeira referência a uma " Árvore de Natal" é do século XVI. Na Alemanha, famílias ricas e pobres decoravam árvores com papel colorido, frutas e doces. Esta tradição se espalhou pela Europa e chegou aos Estados Unidos pelos colonizadores alemães. Logo, a árvore de Natal passou a ser popular em todo mundo.

Pinheiro
É a única árvore que não perde suas folhas durante o ano todo. Permanece sempre viva e verde.
Foi usado pela primeira vez pela rainha da Inglaterra Elizabete e por ocasião do dia 25 de Dezembro , quando oferecia uma grande festa e recebia muitos presentes .

Não podendo recebê-los todos pessoalmente pediu que fossem depositados em baixo de uma árvore no jardim.

Origina-se daí, igualmente, o costume depositar os presentes em baixo da árvore.
Árvore verde também trás a esperança , a alegria e a vida nova .
O verde constante do pinheiro, a vida permanente e plena que Jesus Cristo aparece.

Bolas coloridas que enfeitam as árvores.

Simbolizam os frutos da "árvore vida" ou seja, Jesus Cristo.

O Presépio:

Um dos símbolos mais comuns no Natal dos países
católicos é a reprodução do cenário onde Jesus Cristo nasceu: uma manjedoura, animais, pastores, os três reis magos, Maria, José e o Menino Jesus.

O costume de montar presépios surgiu com São Francisco de Assis, que pediu a um homem chamado Giovanni Villita que criasse o primeiro presépio para visualizar, sensibilizar, facilitar a meditação da mensagem evangélica, do, conteúdo, do mistério de Jesus Cristo que nasce na pobreza, na simplicidade.

São Francisco, então, celebrou uma missa em frente deste presépio, inspirando devoção a todos que o assistiam.

Papai Noel:

Ele foi inspirado no bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos.

Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo. Nos Estados Unidos, a tradição do velhinho de barba comprida e roupas vermelhas que anda num trenó puxado por renas ganhou força.A figura do Papai Noel que conhecemos hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1881.

O cartão de Natal:

A prática de enviar cartões de Natal surgiu na Inglaterra no ano de 1843. Em 1849 os primeiros cartões populares de Natal começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William Egly.
Independentemente da sofisticação, beleza e simplicidade, os cartões são símbolos do inter-relacionamento do homem. O ser humano é comunicação, é relacionamento. A dimensão dialogal, de comunhão, de empatia vem expresso pela palavra escrita. Ao falarmos em palavra, nos vem à mente o prólogo do evangelho de São João: Cristo é o Verbo, a Palavra criadora, unificadora e salvadora de Deus (Jo 1,1-5).
Os presentes:

Existem muitas origens para este símbolo. Uma delas conta que São Nicolau, um anônimo benfeitor, presenteava as pessoas no período natalino. Outra tradição mais antiga, lembra os três reis magos que presentearam Jesus. O dia e o motivo de dar e receber presentes varia de país para país.
A origem dos presentes por ocasião do final do ano tem origem pagã e que a tradição cristã foi aos poucos assimilando.

Os romanos, há mais de 1500 anos, tinham o costume de enviar presentes aos amigos no início do ano novo. Tal hábito coincidia aos festejos ao deus Janus (um deus bifronte, que olhava para o ano que terminava e para o que começava) e, talvez as origens do nosso reveillon e outras comemorações de fim de ano. Esta festa complementava a festa do sol (25 de dezembro).

Com o crescimento do cristianismo essas festas foram ganhando sentido cristão: Cristo é o Sol que ilumina o caminho dos homens; Ele é o Senhor da História; é o grande presente de Deus à humanidade.

Dar presente é uma maneira muito palpável de demonstrar a solidariedade e bondade humana em dar sem interesse de receber. É vivenciar de maneira simples e ínfima a imensa e infinita bondade de Deus.


Canções de Natal:


A Igreja católica sempre deu muita importância para o valor da música. As primeiras canções natalinas datam
do século IV e são cantadas até hoje na véspera de Natal.

A Comida:

O Natal significa comida na maior parte do mundo cristão. O simbolismo que o alimento tem na mesa no dia de Natal vem das sociedades antigas que passavam muita fome e encontravam em algum tipo de carne - o mais importante prato - uma forma de referenciar à Deus e à Jesus. Geralmente era servido porco, ganso - mais tarde substituído por peru, e peixe. Uma série de bolos e massas são preparados somente para o Natal e são conhecidos por todo mundo.

A ESTRELA

A estrela na sociedade humana esteve sempre ligada como "bússolas naturais" das pessoas. Hoje os aparelhos de navegação evoluíram de tal forma que as estrelas se tornaram apenas ornamentos no céu, objeto de estudo. Contudo durante milhares de anos eram elas as responsáveis em guiar os navegadores pelos mares e os viajantes pelos desertos. Eram elas que indicavam a direção, o sentido, o porto seguro.

A estrela guiou os três reis magros Baltazar, Gaspar, Melchíor - desde o oriente até local onde nasceu Jesus para que pudessem presentea-lo com ouro, incenso e mirra , é lembrada hoje pelo enfeite que é colocado no topo da árvore de Natal. E Jesus Cristo é a Estrela Guia da humanidade. Ele é o caminho, o Sentido, a Verdade e a Vida.

OS MAGOS

"Eis que uns magos chegaram do Oriente a Jerusalém perguntando: 'onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? ... viemos adorá-lo, '... Eis que a estrela que tinham visto no Oriente, ia-lhes à frente até parar sobre o lugar onde estava o menino ... e o adoraram. Abriram seus cofres e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra"(Mt 2,1-12).

Não eram reis e sim sábios, estudiosos, mas o que isto importa? A mensagem é mais forte que esse detalhe. Esta narração tão plástica e viva, enriquecida posteriormente com aspectos lendários, como o nome dos três (Melchior, Gaspar e Baltazar), traz duas grandes mensagens teológicas:

- Cristo não veio apenas para os Judeus, mas para redimir toda a humanidade, Ele é o polo para o qual convergem todas as raças.

- A segunda grande mensagem está relacionada aos presentes oferecidos pelos magos: ouro, incenso e mirra. O evangelista Mateus expressa por esses símbolos a fé vivenciada pelos primeiros cristãos: Cristo é Rei dos Reis (daí o ouro), é filho Deus (o incenso) encarnado (a mirra).

A VELA
Por milhares de anos, até a descoberta da energia elétrica há 100 anos, a vela, a lamparina ou lampião a óleo, as tochas foram as fontes de luz nas trevas noturnas. A minúscula chama afugentava as trevas, a escuridão dando segurança e calor. Por isso na antigüidade alguns povos chegaram a cultuar o fogo como divindade. Jesus Cristo é a luz que ilumina nosso caminho: "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8,12). E "vós sois a luz do mundo ... não se acende uma candeia para se pôr debaixo de uma vasilha, mas num candelabro para que ilumine todos os da casa. É assim que deve brilha vossa luz" (MT 5,14-16).

Significados de Alguns Símbolos Pascais

Significado de Alguns Símbolos Pascais

O ovo simboliza o nascimento, a vida, o ressurgimento de Cristo e é um símbolo desde a Antigüidade, época em que já era costume presentear as pessoas, por ocasião da Páscoa, com ovos enfeitados e coloridos. Os ovos de Páscoa representam também o final da quaresma.

O cacau, cujo nome científico em grego é Teobroma Cacau, quer dizer: o néctar dos deuses. Seu sabor e sua força energética sempre foram reconhecidos em toda a Europa. Ao tomar o formato de um ovo, representou mais intensamente a força rejuvenescedora da vida. O ovo de chocolate é, portanto, o símbolo da vida.



Os coelhos surgiram como símbolos da Páscoa na época dos egípcios, pois representam a fecundidade e a reprodução constante da vida. Convém lembrar que, embora eles apareçam associados aos ovos, até hoje não se viu um coelho que botasse um ovo, muito menos de chocolate.


A cruz mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no calvário de Jesus Cristo. Desde a ano 325 d.C. é considerada como símbolo oficial do cristianismo.


Na celebração do sábado de Aleluia, véspera do domingo de Páscoa, é feita a bênção da água que será utilizada nos batismos durante o ano. Cristo é a verdadeira água, fonte de vida.

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa. No Novo Testamento, simboliza Cristo que é o Cordeiro de Deus sacrificado em prol da salvação de toda a humanidade, seu rebanho.


O pão e o vinho eram, na Antigüidade, a comida e bebida mais comuns. Jesus Cristo se serviu desses alimentos para simbolizar sua presença constante ao instituir a Eucaristia. Assim, o pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Jesus e a vida eterna.


As vestes brancas usadas na celebração pascal retomam a passagem referente à transfiguração de Cristo (na qual as vestimentas de Jesus se tornaram resplandecentes de brancura.) O branco simboliza a pureza, a paz e a plenitude.

As velas são uma marca das celebrações religiosas pascais. Em certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na Sexta-feira da Paixão. Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. Então, acendem suas próprias velas e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais.
No Sábado Santo a celebração católica é iniciada com a bênção do fogo, chamado de "fogo novo".
O círio pascal é aquela grande vela decorada que tem a cruz como desenho central. Simboliza a luz dos povos, em Cristo. As palavras "Alfa e Ômega" nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo".


Colomba ou Pomba Pascal - De origem italiana, a colomba é bem semelhante ao panetone de Natal, mas com o formato de uma pomba, que representa a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos quando Cristo ressuscita. Além do que a pomba é também um símbolo da almejada paz.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Brincadeira no meio do caminho

Propor jogos e atividades no trajeto de casa para a escola, para a praia ou para qualquer outro destino é uma forma simples e gostosa de aproveitar cada minuto do tempo em família



Noêmia Lopes. Fotos Guto Seixas

“Já está chegando?” Essa é disparada a frase mais comum dita por crianças quando estão dentro de um carro. Não é para menos. Por mais confortáveis e espaçosos que sejam, os carros são onde as crianças passam minutos e, por vezes, horas cercadas de limitações: precisam ficar sentadas, com cinto de segurança, driblando a ansiedade, o tédio e o cansaço. Tudo para ser bem chato, ainda mais com a energia que elas têm guardada. Mas nem por isso esse tempo dos trajetos das viagens, e mesmo da ida até a escola ou a casa do avô, precisam ser uma tortura. Pelo contrário: quando valorizados, esses momentos se tornam ótimas oportunidades de integração entre os pais e as crianças e permitem dar continuidade, ainda que com certas adaptações, aos estímulos que elas já recebem em casa, na escola e nos demais ambientes que frequentam.

Levar as três filhas para fazer longas viagens ou simplesmente transitar por São Paulo, onde moram, nunca foi um problema para a pedagoga Lisiane Niero, 36 anos, e para o consultor de treinamento e desenvolvimento de vendas André Niero, 38. Eles sugerem passatempos para Carolina, 4 anos, Amanda, 7, e Beatriz, 10, que transformam os deslocamentos em motivo de prazer e alegria. “Temos parentes no sul do país, que visitamos de carro, e curtimos ir à praia. Sempre fizemos esses passeios, mesmo quando as meninas eram bem mais novas. Alguns amigos já se espantaram e disseram que ficariam cansados de levar filhos pequenos para rodar longos trajetos. Mas isso não acontece com a gente”, relata Lisiane.

As brincadeiras que fazem sucesso com a maioria das crianças nos automóveis envolvem músicas, histórias, adivinhas, trava-línguas, jogos com palavras e desafios de atenção (confira uma lista de sugestões nesta reportagem). Em geral, elas começam como uma maneira de aplacar a pressa de chegar. “As incansáveis perguntas do tipo ‘falta muito?’ revelam a dificuldade que as crianças têm em lidar com a noção do tempo. Incômodo, cansaço e irritação são sentimentos legítimos e brincar pode ajudar a tornar os trajetos mais agradáveis”, afirma Valéria Cristina Borsato Cantelli, pesquisadora do Laboratório de Psicologia Genética da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

E são justamente os desafios musicais que estão entre as brincadeiras preferidas da família Niero: um dos cinco fala uma palavra que faça parte da letra de uma música ou cantarola a canção apenas com sons e os demais tentam acertar o nome dela. “Também gosto de colocar músicas clássicas e pedir que as meninas fechem os olhos por alguns instantes e imaginem uma cena. Depois de um tempo, cada uma conta o que pensou”, conta o pai, André. Nas descrições, aparece de tudo: desde lugares tranquilos até pistas de alguma angústia que uma das filhas esteja sentindo no momento. As três gostam da proposta e pedem que o pai deixe as canções tocarem por mais tempo, enquanto viajam no mundo da imaginação. Os especialistas dizem que jogos como esses são ótimos para proporcionar uma chance extra de ampliação do repertório cultural e envolver crianças de diferentes faixas etárias.

Diversão a bordo

Quem aposta na estratégia de envolver a família toda nas brincadeiras logo percebe que os benefícios vão além da criação de uma atmosfera descontraída e lúdica. Outra vantagem é abrir um novo espaço de convívio familiar e de fortalecimento dos vínculos afetivos. “Enquanto jogam, pais e crianças ficam mais envolvidos e as relações entre eles, mais próximas. Não se trata, portanto, só de passar o tempo – mas de passá-lo com boa qualidade”, diz Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tal integração é bem-vinda em toda ocasião, mas se torna ainda mais interessante nas grandes cidades, onde a rotina e o trânsito têm encurtado os momentos de convivência. É essencial, contudo, que exista uma aproximação concreta e que jogos, brinquedos e mesmo filmes em DVD funcionem como meios de fazer com que os filhos e os pais troquem ideias e vivam boas e gostosas experiências.

Outra ideia que é diversão garantida para Carolina, Amanda e Beatriz é completar histórias. Alguém inventa o começo de uma narrativa e os demais, cada qual na sua vez, continua a aventura. Quem dá início à brincadeira nunca imagina o que virá depois. “As tramas ficam malucas e muito engraçadas, e todos nos divertimos. Além disso, notamos que as crianças aprendem a respeitar as ideias umas das outras. Afinal, mesmo que não concordem com o andamento da história, precisam aceitar a contribuição de todos”, diz Lisiane. Nesse caso, está em jogo o estímulo à ampliação do vocabulário, ao exercício da criatividade e ao desenvolvimento do raciocínio lógico, uma vez que as crianças precisam considerar o contexto antes de pensar em uma sequência para a história.

Competição saudável

Outra brincadeira sempre presente nos carros de quem tem filhos envolve uma disputa: ver quem encontra primeiro a maior quantidade de determinado elemento, seja ele um objeto (como carros de uma marca específica), um lugar (postos de gasolina ou correios), um animal (cachorros e gatos, na cidade, vacas e cavalos, na estrada), uma cor ou mesmo locais curiosos escritos nas placas dos automóveis. Entre os Niero, por exemplo, a competição costuma ser por fuscas – achar um modelo preto, um tanto quanto raro, vale nada menos do que 50 pontos.

Para esse tipo de jogo, mais benefícios. “Procurar itens específicos permite explorar noções implícitas de classificação; relação entre igualdades e diferenças de elementos e conjuntos; comparação entre muito e pouco, maior e menor; propriedade de adição e contagem; entre outras”, explica Letícia Pires Dias, psicóloga e mestre em Educação na área de Psicologia, Desenvolvimento Humano e Educação pela Unicamp. Com isso, o estímulo é certeiro para a atenção, a concentração, a memória e a percepção de mundo.

Fica claro, portanto, que brincar dentro do carro, assim como fora dele, proporciona vantagens riquíssimas para o desenvolvimento infantil. Mas valem alguns alertas. As brincadeiras devem ser espontâneas e o objetivo inicial, a diversão – a aprendizagem vem logo em seguida, de carona. Brinquedos nas mãos das crianças só se não forem desmontáveis ou pontiagudos. Games, bonecos, livros e caças-palavras são boas opções. “Os pais precisam manter o cuidado ao volante e a atenção voltada para frente. O lado positivo é que, quanto mais fortalecidos estiverem os laços de convivência com os filhos, menos será necessário um objeto ou brinquedo para passar o tempo”, diz Marcia Cristina Argenti Perez, professora do Departamento de Psicologia da Educação, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara. E sempre, não custa lembrar, cinto de segurança em todos, para um trajeto divertido, educativo e seguro.

Dicas para levar na bagagem

Cantar cantigas e parlendas, como “1, 2, 3 indiozinhos”, “A galinha do vizinho”, “Feijão com arroz”...

Sortear uma letra do alfabeto e ir falando palavras que comecem com ela, de acordo com um tema específico (nomes, bichos, cidades, alimentos, frutas e profissões, entre outros). Troca a letra quando alguém falar uma palavra repetida.

Propor trava-línguas. Por exemplo: O doce perguntou pro doce / Qual é o doce mais doce / Que o doce de batata-doce. / O doce respondeu pro doce / Que o doce mais doce que / O doce de batata-doce / É o doce de doce de batata-doce.

Contar adivinhas que estimulem a associação de ideias. “Quem sou: quanto mais lavo, mais suja vou?” Resposta: a água.

Adivinhar qual caminhão será mais visto ao longo do dia – cimento, lixo, mudança, caminhão-cegonha, etc.

Descobrir o nome de um animal a partir de suas características. Exemplo: é mamífero, sabe voar, vive em cavernas e tem hábitos noturnos. Resposta: morcego.

Cantar músicas conhecidas em ritmos inusitados: “Parabéns pra você” em hip hop, “Ciranda, cirandinha” como um reggae, etc.

Inventar histórias a partir do formato das nuvens.

Jogar forca, ligue os pontos e jogo da velha em lousas mágicas.

 Colocar uma música da qual o seu filho goste tambem pode funcionar, olhe esse video acima super conhecido.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

música de natal - jingle bell rock

O Rei Leão - O Ciclo da Vida

brilha brilha estrelinha portugues

Musica para bebes, dormir e relaxar

Maezinha do Céu Cantiga de Ninar

Sopa - Palavra Cantada

Palavra Cantada - O Rato

CONVIVER PARA CRESCER

CONVIVER PARA CRESCER

Pequenos inventores

Quando recicla objetos, transformando-os em brinquedos ou itens de decoração, a criança vivencia o prazer de construir algo, como explica Maria Angela Barbato, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP e coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisa do Brincar da PUC-SP



Cristiane Yamazato



CRESCER: Quais habilidades a criança desenvolve quando trabalha com a reciclagem de objetos?
MARIA ANGELA BARBATO:
Quando faz uma atividade como essa, a criança está buscando soluções, resolvendo problemas e descobrindo coisas. Ao procurar novas funções para um objeto, ela vai percebendo a própria criatividade, uma capacidade que depende da função simbólica, que é inerente ao ser humano.

C: O contato com a arte ajuda a criança expressar as suas opinões, a sua personalidade?
M.A.B.:
Sim. Nesse tipo de atividade, ela acaba exercitando, além da oralidade, diversas formas de linguagem e de expressão. A arte é propícia a esse desenvolvimento porque todos temos uma tendência para a arte e para a criação. A criança, que ainda não tem tantas barreiras como os adultos, é muito mais livre nesse processo criativo.

C: Uma criança que exercita a busca de um novo olhar para as coisas tem a possibilidade de se tornar um adulto com mais jogo de cintura?
M.A.B.:
No Brasil, não existe nenhuma pesquisa específica sobre isso, mas observações empíricas mostram uma grande tendência nesse sentido. Enquanto trabalha com a transformação de um objeto, a criança reflete sobre o que está fazendo, sobre as possibilidades do material, e acaba descobrindo diversas soluções, muitas vezes, que não estão relacionadas à ela diretamente.

C: Esse processo, em que a crianca é um agente de transformação, fortalece sentimentos de realização e autoconfiança?
M.A.B.:
Com certeza. Além disso, ajuda a melhorar a autonomia, habilidade com a qual muitas crianças têm dificuldade por conta da superproteção e do consumismo excessivo, tão comuns atualmente.

C: Esse tipo de atividade favorece também a socialização?
M.A.B.:
Sim. Dentro e fora do grupo familiar. Ao participar de uma construção coletiva, a criança tem de dialogar, compor ideias, argumentar, ouvir a opinião dos outros. Para que o trabalho aconteça de maneira agradável, o grupo precisa entrar em consenso e, nesse processo, é preciso tolerância e respeito ao outro.

C: Essa prática pode ajudar a desenvolver uma postura mais crítica em relação ao consumismo?
M.A.B.:
Sem dúvida. Nesse tipo de atividade, a criança vivencia o prazer de construir algo, de fazer uma transformação e de utilizar algo criado por ela. Quando recebe um brinquedo pronto, as possibilidades criativas da criança são limitadas. Muitas vezes, o brinquedo nem tem o desempenho que ela havia imaginado e isso gera uma desilusão em relação àquele objeto, por isso é que se compra tantas coisas que acabam não sendo utilizadas.

C: Como os pais podem incentivar esse tipo de prática?
M.A.B.:
A maior dificuldade de muitos pais que querem colocar esse tipo de prática no cotidiano da família é a pressão do ambiente externo, a valorização do consumo, as comparações que a criança enfrenta. Cabe aos pais oferecer possibilidades aos filhos, sempre com jogo de cintura para evitar qualquer tipo de imposição, pois a atividade tem de ser prazerosa.

C: E como os pais podem envolver a criança?
M.A.B.:
Estimular, e não obrigar, é a principal regra. Para estimular é preciso perguntar sempre a opinião da criança (“o que vamos fazer?”, “como será que isso pode ser feito?”). Assim, ela tem a possibilidade de pensar sobre as várias etapas do trabalho e descobrir soluções. É importante também que a criança escolha as suas tarefas no projeto. Os pais muitas vezes temem que as crianças possam se machucar com determinadas ferramentas, mas, se eles estiverem juntos, podem dar a orientação necessária. É importante que o pai esteja presente, que observe, mas que não interfira, a menos que seja solicitado.

C: E o que dizer aos pais que acham que não são muito habilidosos?
M.A.B.:
É importante que eles procurem atividades nas quais se sintam confortáveis. Não adianta propor um trabalho que requer uma habilidade que ninguém tem em casa. Além disso, a capacidade e as ideias das crianças nunca devem ser subestimadas. Muitas vezes, elas surgem com soluções muito mais simples e factíveis do que os adultos. Chamar outras crianças e pais, que compartilhem dos mesmos princípios, também pode tornar a atividade mais rica e interessante.

C: Qual é a vantagem de um brinquedo construído em família em comparação a um brinquedo industrializado?
M.A.B.:
O brinquedo industrializado é um objeto feito pelo adulto, na sua visão de adulto, para a criança. Nem sempre o que o adulto propõe é o que causa mais prazer a criança. Muitas vezes, a criança ganha um brinquedo caro e nem se interessa por ele, prefere brincar com a caixa. Ou, por uma simples curiosidade, ela joga o brinquedo na parede para ver do que ele é feito. Muitos adultos ainda nao perceberam que quem dá vida ao objeto brinquedo é a criança.


Brinquedos que a gente mesmo faz

Brinquedos que a gente mesmo faz
 
 
 Shutterstock
Fantoches de Meia


Material:

- meias velhas

- cartolina

- restos de lã

- botões

- cola para tecido

Modo de fazer:
1- Usando o pé da meia como molde, recorte dois meio círculos de cartolina. Cole-os por dentro do pé da meia para dar forma à boca.

2- Pregue os botões para formar os olhos.

3- Use os restos de lã para inventar diferentes modelos de cabelo. Por exemplo, corte vários fios de lã do mesmo tamanho e amarre-os ao meio e costure na meia.

Tapete de Retalhos

Material:
- 1 pedaço de talagarça ou saco de estopa

- retalhos de tecidos

Modo de fazer:

1- Corte a talagarça,ou a estopa no tamanho e formato do tapete que você quer fazer.

2- Recorte o tecido em tiras de uns 10 centímetros de comprimento.

3- Passe cada tira pelos furos e dê um nó. Deixe uns dois furinhos de distância entre elas.

4- Se quiser, risque um desenho na talagarça antes de começar e preencha-o com tiras da mesma cor.


Pote com Efeitos Especiais

Material:

- 1 pote de vidro com tampa

- um boneco pequeno (pode ser um brinquedo velho ou um enfeite que vocês não usam mais)

- resto de isopor ou purpurina

- cola à prova d´água

Modo de fazer:
1- Cole o boneco na tampa e espere secar.

2- Esfarele o isopor até obter flocos bem pequenos e de tamanho mais ou menos uniforme. Coloque-os dentro do pote.

3- Encha o pote com água e tampe. Pronto! É só chacoalhar para ver o efeito.

Oito Rs para um consumo mais solidário e sustentável, segundo o Instituto Akatu:

1. Refletir: lembrem-se de que qualquer ato de consumo causa impactos do consumo no
planeta. Procurem potencializar os impactos positivos e minimizar os negativos;

2. Reduzir: exagerem no carinho e no amor, mas evitem desperdícios de produtos, serviços,
água e energia;

3. Reutilizar: usem os itens e protudos em geral até o fim, não comprem o novo por impulso. Inventem, inovem, usem de outra maneira. Talvez vire brinquedo, talvez um enfeite, talvez um adereço...

4. Reciclar: mais de 800 mil famílias vivem da reciclagem hoje no Brasil. Querem fazer o
bem? Separem em casa o lixo sujo do lixo limpo. Só descartem o sujo na coleta comum.
Entreguem o limpo na reciclagem ou para o catador.

5. Respeitar: a si mesmo, o próprio trabalho, as pessoas e o meio ambiente. As palavras
mágicas sempre funcionam: “por favor” e “obrigado”.

6. Reparar: quebrou? Consertem. Brigaram? Peçam desculpas e também desculpem.

7. Responsabilizar-se: por vocês, pelos impactos bons e ruins de seus atos, pelas
pessoas, por sua cidade.

8. Repassar: as informações que você tiverem e que ajudam na prática do consumo
consciente. Retuitem, reenviem e-mails.

sábado, 12 de novembro de 2011

Desenhos de Natal para colorir

Desenhos de Natal para pintar

Diversão para toda a família!




























































A família é um modelo

"A família é um modelo" - Por Martha Faria.
(www.novidadedevida.com.br)


A mãe é uma sustentação, geralmente mais comunicativa e compreensiva. Olha por todos e tudo ao redor, tem algo como uma antena parabólica sobre sua cabeça. Chora quando o bebê nasce, quando ele fala, quando dá o primeiro passo, quando o marido é promovido, quando ganha flores, quando os filhos se formam na escola, quando ganha um beijo especial e um abraço apertado do seu filho.

Os filhos são a energia, a vitalidade, a vida flui neles a cada momento, inventam, criam, sentem novas coisas a toda hora. Novas experiências, descobertas e uma esperança grandiosa fazem parte de suas vidas. São como uma obra de arte em pleno andamento, o artista poderá dar a ela o fim que desejar e eles sentem que podem ser tudo o que desejarem. Claro que o artista é o Deus Criador que gerencia a vida e encaminha a nova geração para novas conquistas. Os filhos entendem o que agora, querem já, e ontem pra eles é um passado remoto. A percepção de tudo é menos profunda, mais superficial. Isso lhes dá tanta fora e coragem de enfrentar o novo e os desafios. Agradeça a Deus quando o seu filho lhe diz que será um grande médico, um excelente cientista, um supermúsico, um ser brilhante que irá transformar o mundo. Eles estão sendo fiéis à forte sensação do seu interior, pois interiormente sentem as dinamites se implodindo, como se fossem ser lançados como foguetes. A falta de compreensão e discernimento muitas vezes deriva desse momento de suas vidas. A praticidade é uma lei pra eles, fale e faça, prometa e cumpra, nem me chame pra ir, "fui"!

E o papi, papá, papito, dad, é o grande herói da casa. Leia no livro de Provérbios o cap. 31 e veja a postura do esposo e da chamada "mulher virtuosa". É honra e mérito por todos os lados! O homem em casa é como o presidente de uma empresa, pode até não estar em atividade, não é o executivo, mas pelo fato de estar em casa, ou de ter chegado, parece que tudo está no controle. É segurança, é proteção, é confiança, é quando pai está em casa que a esposa e filhos dormem, e até desmaiam de sono.

Eu falo no modelo da família com base no que Deus descreve na Bíblia, nas funções e ofícios de cada um. Certa vez depois de viajar por 15 dias, estávamos muito saudosos dos nossos filhos, iríamos encontrá-los no aeroporto. Temos quatro filhos e eu pensava que nesse encontro do aeroporto pelo menos dois filhos me abraçariam, já que seria melhor me abraçarem do que ficarem na fila de abraçar o pai. Quando chegamos ao saguão do aeroporto eu vi que havia me enganado muito. Os quatro filhos pularam no colo do pai e lutaram por um lugar, e eu fiquei empurrando o carrinho. Naquele momento não entendi o que estava acontecendo. Mais tarde num momento de conversa com Deus, entendi a resposta e me tranquilizei. Deus havia me explicado que se buscassem a mãe eu deveria ficar preocupada, os filhos têm (quase sempre) a certeza de que a mãe estará ali disponível a toda hora, tanto que na primeira infância a criança se vê como uma extensão de sua mãe. A mãe para eles era algo normal, como se estivessem comigo a todo o momento. Mas o pais foi feito para receber honra, ele é a figura da força, do modelo, ele é a segurança. E Deus a partir desse momento me mostrou que quanto mais eu facilitasse o relacionamento dos meus filhos com o pai, mais eu os ajudaria a ser tornarem seguros e fortes. Por que a família é um modelo para o mundo? Porque ela é um modelo do que Deus quer que as pessoas vivam. Porque é uma solução celestial para a terra, e se aplicada na terra trará harmonia, ordem, bênçãos, prosperidade e uma geração de pessoas com identidade sólidas e fortes para vencerem os desafios desse mundo.

A mulher, como se sabe por inúmeros estudos bíblicos, é a simbologia da Igreja de Cristo, a organização fundada por Cristo para agregar pessoas, ensiná-las, cuidar delas, acompanhar seu desenvolvimento e levá-las a Ele. Os filhos são as pessoas que integram essa Igreja, cada um de nós. E o pai é o PAI. O que leva a honra e o mérito, não importa o quanto a Igreja trabalhe. Pois a Igreja existe para Ele. É o Pai e Jesus Cristo que ganham a glória e o mérito, e que têm a admiração dos filhos. E a Igreja de Cristo é sua companheira, que serve em cuidar dos seus filhos para que o relacionamento deles com Cristo e com Deus Pai seja cada vez melhor.

Faça com que sua família siga o modelo dos céus. Amem-se uns aos outros, respeitem-se nas suas funções e unções. Protejam-se uns aos outros. E que todos estejam cada vez fortalecidos no seu relacionamento com o Pai, recebendo os cuidados e ensinos da Igreja. Que Deus abençoe sua família. SUA FAMÍLIA é um MODELO DE DEUS para essa geração!











sábado, 29 de outubro de 2011

Cinco metas de todos pela educação:

Cinco metas de todos pela educação:
 1. Toda criança de 4 a 17 devem estar na escola;
 2. Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos;
3. Todo aluno com aprendizado adequado com a sua série;
4. Todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19  anos;
5. Investimento e Educação ampliado e bem gerido.  
 
  

ENTREVISTA O aluno não tem culpa se alguém paga mal ao professor, diz Mozart Neves

ENTREVISTA

O aluno não tem culpa se alguém paga mal ao professor, diz Mozart Neves


O presidente do Todos Pela Educação acredita também que gestores públicos podem dar grandes saltos na educação através de um planejamento plural


    Mozart Neves é presidente do Todos Pela Educação
Aos 55 anos, o professor recifense Mozart Neves Ramos é um obstinado defensor do ensino de qualidade no País em mais de 30 anos de trabalhos dedicados à educação. Reitor da Universidade Federal de Pernambuco por oito anos (1996-1999 e 2000-2003) e secretário estadual de Educação entre 2003 e 2006, ele afirma que foram fundamentais na sua formação os estudos do filósofo Bertrand Russell e do escritor russo Dostoiévski, tanto na formação acadêmica como engenheiro químico quanto na que chama de formação cidadã. Mozart divide a agenda entre o Recife, devido às aulas na graduação, mestrado e doutorado na área de química da UFPE, e São Paulo, onde realiza as atividades do Programa Todos Pela Educação, do qual é presidente.
Com números referentes à Educação Básica do Brasil na ponta da língua e as respostas longas que lhes são características, Mozart Neves, que também é membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, conversou sobre a importância do professor e da família no aprendizado das crianças e jovens, e como os gestores públicos podem dar grandes saltos na educação, através de um planejamento plural.

JC Online - Qual a importância da educação básica para o desenvolvimento de uma sociedade?

Mozart Neves - Em primeiro lugar a oferta de educação básica e o acesso a ela estão previstos na constituição. É um direito de todo cidadão ter acesso à educação básica. Ela é a base, como o próprio nome diz, para o próprio desenvolvimento humano. Sem essa formação mínima, em geral, o cidadão fica alijado de exercer a sua própria cidadania.

O professor desempenha um papel fundamental no processo ensino-aprendizagem. A baixa qualidade da educação em países como o Brasil deve-se à desvalorização desse profissional?

M.N. - O papel do professor é central, mas não é o fim. Parece um antagonismo. Na verdade, sem um professor qualificado, países como Finlândia, Cingapura e Coreia não estariam no topo. Por quê? Eles conseguem atrair os melhores alunos do ensino médio para a carreira do magistério, é como medicina aqui, porque eles sabem que somente com excelentes professores vão poder ter excelentes alunos. Esses países pagam salário inicial atraente para trazer os melhores alunos do ensino médio, então o jovem que quer ser professor nesses países vê nessa carreira uma perspectiva ao longo de sua vida. Salário inicial atraente, carreira promissora e formação inicial sólida foram decisivos para atrair pessoas qualificadas para as salas de aula nesses países.
O que não é o caso do Brasil, onde a formação é muito ruim. E, por fim, as condições de trabalho. É preciso criar as condições para a aprendizagem; dar aos professores essas condições, mas também cobrar deles o seu compromisso no processo de aprendizagem. O professor exerce um papel determinante, mas não se conclui nele, se conclui no aluno. Eu sou professor há 33 anos na Federal (UFPE) e sempre digo aos meus alunos: Não adianta vocês gostarem da minha aula se vocês não estiverem aprendendo. Só faz sentido eu estar aqui se vocês aprenderem.

Como o professor de escola pública pode driblar as dificuldades de baixos salários e precárias condições de trabalho para cumprir com o seu papel?

M.N. - Em primeiro lugar a pessoa tem que querer ser professor. Não adianta ser professor porque é fácil de ingressar na carreira porque tem, em geral, até mais vagas. Quando você gosta do que faz, você luta nos dois fronts: uma é a luta boa em sala de aula para fazer com que os alunos aprendam com criatividade e a outra é na hora das reivindicações, nas pautas de greve. Eu acho que o aluno merece respeito, não é ele o culpado se alguém paga mal ao professor. O professor que falta simplesmente porque tem outros compromissos e a escola paga mal ele é vilão da educação porque eu tenho que lutar para melhorar o meu salário, mas eu não posso lutar deixando de fazer aquilo que eu me comprometi com meus alunos.

Pernambuco paga um dos piores salários do Brasil. Alunos de licenciaturas na UFPE me dizem que não têm estímulo para passar por toda uma seleção no vestibular e ganhar R$ 900, R$ 800. "Por que eu vou me submeter a dar 40 horas por semana para ganhar R$ 800 e o pior, sem perspectiva de carreira ao longo da minha vida?"

M.N. - Se o Brasil nos próximos anos não resolver a qualidade da Educação que passa, necessariamente, pela valorização do professor, se a gente não resolver essa equação do professor de atrair jovens, de criar mecanismos de carreira para esses jovens, não vai ter gente em sala de aula. Isso é uma vergonha para um País que hoje é líder na produção científica mundial na América Latina, que forma 10 mil doutores por ano e produz 30 mil artigos em revistas indexadas.

Como a família se insere nesse contexto?

M.N. - O papel da família é tão importante quanto o da escola. Mãe e pai têm obrigação de tirar um pouco do seu tempo pessoal para acompanhar a educação dos seus filhos. Hoje as família estão legando esse papel muito à escola. Você não educa uma pessoa somente colocando-a na escola; é preciso que em casa também haja o processo educacional. E todos os estudos mostram que, quando uma criança é educada nesse processo escola-casa, tem um desenvolvimento social muito melhor. A família tem que acompanhar esse processo, inclusive, na escola. Verificando a escola do ponto de vista da gestão, se o professor está passando dever de casa, indo para reunião de conselho de pais, cada um tem que fazer a sua parte.

Se todos têm interesse em melhorar a educação, quais as dificuldades encontrados pelos gestores públicos?

M.N. - Eu vou fazer uma comparação e falo sem nenhuma preocupação, pois não sou político; sou técnico em educação. Eu acho que Pernambuco tomou uma estratégia correta ao longo dos últimos 10 ou 15 anos, porque você não gera riqueza se não tiver desenvolvimento econômico. Agora, essa perna cresceu muito. Não é à toa que Pernambuco está crescendo muito mais do que o Brasil. Só que agora a gente tem que olhar o social. Quando houve a tomada de decisão correta de colocar toda criança na escola, lamentavelmente, como tudo no Brasil, não foi feito um planejamento de médio e longo prazo. Muda o governo, mudam os planejamentos. Quem paga não é o governo do dia, quem paga é a população. Eu tive muitos problemas na área financeira na minha gestão, e foi por isso que fui buscar empréstimo no Banco Mundial, que é o que hoje está servindo ao atual governo. O próprio Danilo [Cabral, ex-secretário de Educação de Pernambuco] não só usufruiu, mas ampliou os recursos.
O próximo governador, quem quer que seja, se quiser mesmo fazer uma grande diferença, é só convidar os concorrentes para fazer um Pacto Pela Educação do Estado. A partir do Plano Nacional, construímos um Estadual e, a partir daí, elaboramos um planejamento de pelo menos 10 anos. E que esse planejamento, construído como uma mesa plural, mas vendo aquilo que é prioridade, não para um segmento, não para o sindicato, não para o governo, não para o professor, mas o que é bom para Pernambuco na área de educação. Assim, você consegue crescer, independente de quem seja o governo.


Kant

" É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade"
(Kant) 

Educação é básico.

Investir em educação é sinônimo de desenvolvimento

Os brasileiros estão entre os 10 povos mais ricos do mundo, mas essa posição cai para 75ª no IDH, que avalia a riqueza, educação e longevidade

Por Isabelle Figueirôa

Países que estão no topo da educação mundial também são destaques no desenvolvimento humano, de riqueza e de compartilhamente desses bens. É o caso da Finlândia, que ocupa 34ª posição no PIB (Produto Interno Bruto) global e o 12º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - que avalia a riqueza, educação e longevidade. Quando essa riqueza é dividida entre a população, o país sobe para a 11ª colocação no ranking mundial. A realidade do Brasil, porém, é bem diferente do país europeu. Os brasileiros estão entre os dez povos mais ricos do mundo segundo o Fundo Monetário Internacional baseado no PIB 2009, mas essa posição cai para 70ª quando a riqueza é compartilhada entre os habitantes (PIB Per Capta) e, no IDH, o País ocupa somente o 75º lugar.
"Não obstante o Brasil ter uma riqueza global enorme tem, por outro lado, uma má distribuição de renda que é reflexo da educação de baixa qualidade e da falta de acesso à escola", observa o presidente do programaTodos Pela Educação, Mozart Neves. Para ele, a educação cumpre um papel fundamental e estratégico em tornar a riqueza de uma nação mais compartilhada.
A relação direta entre avanços da economia e educação é confirmada pelos resultados do Pisa (sigla, em inglês, para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que testa o desempenho dos países na educação. Na última avaliação em 2006, a Finlândia ocupou o segundo lugar tanto nas avaliações de matemática quanto nas de leitura aplicadas entre alunos de 15 anos em 57 países que participam do programa. Já o Brasil ficou em 54º em matemática e 49º em leitura.
Os números comprovam que investir em educação é condição básica para uma sociedade mais justa, mais igualitária e desenvolvida. Estudo do Todos Pela Educação mostra que, quando uma pessoa tem um ano a mais de estudos no Brasil, o impacto na renda é de 15%. Se ela possui o ensino superior completo e cursa um ano de pós-graduação, o salto é de 47%. Mas se tiver apenas o ensino fundamental I, um ano a mais de estudo representa um impacto de somente 6% na renda.