sábado, 29 de outubro de 2011

Educação é básico.

Investir em educação é sinônimo de desenvolvimento

Os brasileiros estão entre os 10 povos mais ricos do mundo, mas essa posição cai para 75ª no IDH, que avalia a riqueza, educação e longevidade

Por Isabelle Figueirôa

Países que estão no topo da educação mundial também são destaques no desenvolvimento humano, de riqueza e de compartilhamente desses bens. É o caso da Finlândia, que ocupa 34ª posição no PIB (Produto Interno Bruto) global e o 12º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - que avalia a riqueza, educação e longevidade. Quando essa riqueza é dividida entre a população, o país sobe para a 11ª colocação no ranking mundial. A realidade do Brasil, porém, é bem diferente do país europeu. Os brasileiros estão entre os dez povos mais ricos do mundo segundo o Fundo Monetário Internacional baseado no PIB 2009, mas essa posição cai para 70ª quando a riqueza é compartilhada entre os habitantes (PIB Per Capta) e, no IDH, o País ocupa somente o 75º lugar.
"Não obstante o Brasil ter uma riqueza global enorme tem, por outro lado, uma má distribuição de renda que é reflexo da educação de baixa qualidade e da falta de acesso à escola", observa o presidente do programaTodos Pela Educação, Mozart Neves. Para ele, a educação cumpre um papel fundamental e estratégico em tornar a riqueza de uma nação mais compartilhada.
A relação direta entre avanços da economia e educação é confirmada pelos resultados do Pisa (sigla, em inglês, para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que testa o desempenho dos países na educação. Na última avaliação em 2006, a Finlândia ocupou o segundo lugar tanto nas avaliações de matemática quanto nas de leitura aplicadas entre alunos de 15 anos em 57 países que participam do programa. Já o Brasil ficou em 54º em matemática e 49º em leitura.
Os números comprovam que investir em educação é condição básica para uma sociedade mais justa, mais igualitária e desenvolvida. Estudo do Todos Pela Educação mostra que, quando uma pessoa tem um ano a mais de estudos no Brasil, o impacto na renda é de 15%. Se ela possui o ensino superior completo e cursa um ano de pós-graduação, o salto é de 47%. Mas se tiver apenas o ensino fundamental I, um ano a mais de estudo representa um impacto de somente 6% na renda.

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