quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um medo, várias possibilidades

Um medo, várias possibilidades

10 situações de medo bem comuns que podem acontecer nas famílias, e para cada uma delas, as dicas dos especialistas

Cristiane Rogerio

ThinkStock













Minha filha sempre dormiu, desde bebê com bem pouca luz, já estava dormindo sem nenhuma mas agora, aos 3 anos, insiste em dizer que tem um monstro embaixo da cama e, por isso, não quer ficar no escuro. Como posso fazer esse medo sumir? 
O ideal é ficar no quarto até que a menina adormeça. Se quiser, um colchonete ao lado da cama – de preferência nunca deitar na mesma cama da menina. Voltar no quarto quantas vezes ela pedir. É comum até ela aparecer no quarto dos pais, aí é voltar e começar tudo de novo. Claro que o complicador é o cansaço dos pais, mas é um tempo de dedicação que vai valer a pena. 

Odeio insetos e não sei como não passar esse medo para a minha filha, que ainda tem 1 ano. 
É difícil controlar os medos, pois são transmitidos através da reação e não pelas palavras. A criança de um ano vai registrar essa reação e só vai mudar tendo outras referências. Por isso, o convívio com outras pessoas como, no caso, se o pai da criança não tiver o mesmo medo, pode ajudar. 

Minha filha de 3 anos quer atravessar a rua se percebe que tem um boneco de ar (do posto de gasolina) no meio do caminho. Como resolver? 
O primeiro passo é identificar o objeto que gera o medo e nomeá-lo. Exemplo: "Este boneco assusta você, certo?". Depois incentivar uma ação, como por exemplo: "Vamos dar um grande sopro ou grito e falar que aqui ele não vai fazer nada!". E assim vai dando mais segurança para a criança. 

Papai Noel, palhaço e pessoas vestidas de bichos ou personagens são péssimos encontros para minha filha de 2 anos, que sempre chora quando vê. Chora no início, depois pede para eu ficar de longe, mas de um jeito que ela possa ver também. É normal? 
Esta criança provavelmente tem problema com lidar com o diferente, prefere sempre o que já é conhecido e identifica como algo “esquisito”. A parte boa desta história é que, pelo visto, ela vê as outras crianças brincando e dá o crédito a elas de que é bom. O caso aqui é primeiro respeitar esta que pode ser a natureza da criança. E o que se pode fazer é proporcionando oportunidades de a criança experimentar coisas diferentes, seja uma brincadeira, um alimento, um lugar novo. Isto já pode ajudar.
 Shutterstock
Sem a gente perceber, meu filho de 5 anos viu as cenas de um tsunami e agora quando vamos à praia acha que vai acontecer a mesma coisa. Como proceder? 
Explicar, conforme a idade da criança, que na praia que eles estão não é igual ao filme é o primeiro passo. Detalhar mesmo que ali não acontecem as mesmas coisas, mostrar o lado bom de estar naquele lugar, e dizer que quando tiver algum tipo de perigo seus pais iriam proteger e não deixariam ficar lá. 

Tenho muito medo de injeção, mas nunca tratei e quando vou levar minha filha de 2 anos para vacinar sempre coloco no colo do pai. Como faço para ela não se assustar? Quando a mãe sabe percebe a limitação e procura ajuda do marido ela precisa comunicar . 
Mesmo quando percebemos nossa limitação podemos explicar nomeando uma outra pessoa para ajudar. Diga algo como: “O papai vai ajudar você, veja! Ele vai segurar você quando precisar dar uma picadinha”. Frases simples e diretas podem ir acalmando vocês dois. 

Meus pais sofreram um assalto há alguns meses e como nós todos ficamos muito assustados aqui em casa, minha filha, de 4 anos, agora tem medo de andar de carro por muito tempo, ficando em pânico em cada farol que paramos. O que eu posso fazer na hora ou conversar com ela depois? 
Isto pode ser chamado de medo aprendido, neste caso, pelo relato dos adultos. Ou seja, aconteceu porque o ambiente em que a criança vive ficou alterado com a situação, é um medo real. Ele deve acabar em algumas semanas, neste caso é mais paciência mesmo. Se não, é preciso procurar ajuda profissional.

Rafael Antón
Embora peça para eu ler, meu filho de 5 anos está com muito medo de lobo mau e bruxa. Vive falando neles, mas pede às vezes para eu parar a história no meio. É normal algumas vezes gostar e outras não? Devo continuar lendo? 
Sim, é normal. As histórias que despertam o medo também despertam a curiosidade. O que acontece com a criança é alternar mesmo os momentos de paralisar com o medo, e os momentos de superação do medo. É nesse jogo que ela vai se autoconhecer, o que é fundamental para enfrentar as dificuldades. 

A hora de ir ao médico está mais confusa em casa, porque meu filho, de 2 anos, fica apavorado quando encontraqualquer pessoa vestida toda de branco. Ele teve uma série de idas ao hospital para fazer inalações e acho que traumatizou. 
O ideal é que a família procure um médico que seja mais adepto ao lúdico. Ou seja, que tenha o ambiente arrumado de forma que a criança se sinta brincando, mais informal. Há até os que nem usam somente branco. O interessante aqui é que mesmo o cérebro tendo gravado a situação de medo, ele, com esse novo método, pode corrigir e fazer o medo passar. 




Depois do reveillón, meu filho de 1 ano e meio ficou com medo de fogos de artifício. Agora, quando começam os fogos por causa de um jogo de futebol, por exemplo, ele vai até a sacada e aponta para o céu, resmugando. Acho que é o barulho alto. A gente sempre fala que ele não precisa ficar com medo e que o papai e a mamãe estão ali com ele. Mas                  nem sei se essa é a melhor atitude. 

Sim, este é um jeito correto de agir. Mas não peça para a criança não sentir medo, porque ela sente mesmo. A primeira coisa, talvez, é tirar a dúvida com um otorrinolaringologista se a criança não tem uma sensibilidade a mais na audição. Depois, uma alternativa é criar um ambiente com brinquedos ou outras coisas que ela goste, os pais por perto e deixar na televisão ou algo assim uma gravação que tenha fogos. No início bem baixinho e depois vai aumentando. Para que ele faça associação do barulho a um ambiente acolhedor. Pode fazer isso duas vezes por semana, por três a quatro meses. Se isso não resolver, procure um especialista.
Fontes: Graziela Zlotnik Chehaibar, psicóloga e terapeuta familiar e pesquisadora na Faculdade de Medicina da USP e Neuza Corassa, psicóloga de Curitiba e responsável pelo site medos.com.br.

Quando a criança vai ganhar um irmão

Quando a criança vai ganhar um irmão
Veja a melhor forma de lidar com essa novidade, a expectativa e o ciúme do mais velho

Cíntia Marcucci e Fernanda Carpegiani

  Guilherme Young














“Agora você vai ter alguém para brincar!” É o que a maioria dos pais dizem para o primeiro filho quando vão ter o segundo. Mas a gente sabe que isso não é verdade, ao menos não no começo. “A criança cria uma expectativa e se frustra, claro, porque o bebê só chora e dá muito trabalho para os pais. Por isso, é importante falar dessa fase, de como o novo irmão nasce bem pequeno e precisa de atenção e cuidados o tempo todo. Mas que depois ele vai crescer, e, aí, sim, brincar com ele”, diz Maria de Fátima Pupo, diretora pedagógica da Escola Girassol (Jaú-SP). Quando o ciúme aparecer, lembre-o de que, mesmo tendo que dividir tudo (principalmente a atenção dos pais), o espaço dele na vida de vocês está garantido. A psicóloga Renata Petrilli, 37 anos, encontrou uma maneira simples e carinhosa de mostrar isso para o filho Vinícius, 7, logo que a irmã Bianca, 4 meses, nasceu. “Eu perguntei se o coração dele estava doendo. Ele disse que não e perguntou por quê. Então eu contei que o meu estava, porque estava aumentando de tamanho, crescendo, para poder caber mais amor dentro dele. Ele riu e entendeu que não ia perder nada.” Apesar de pedir um irmão desde os 5 anos, Vinícius ainda está se acostumando com a ideia de dividir as atenções dos pais. Quando isso acontece, a solução é abrir um espaço exclusivo para ele, tanto com o pai e a mãe quanto com os avós e tios. “Ele adora quando meu marido o chama para jogar futebol no clube. E até brinca: ‘Mas só eu e você, você e eu?’. É importante que ele perceba que tem seu lugar no amor dos pais”, diz Renata.


Fontes: Celia Nakanami, oftalmo-pediatra e chefe do setor de baixa visão e reabilitação visual da Unifesp; Cláudio Santilli, chefe do departamento de ortopedia da Santa Casa (SP); Dóris Rocha Ruiz, odontopediatra da Unifesp; Eliana de Barros Santos, psicóloga, psicopedagoga e diretora pedagógica do Colégio Global (SP); Isabel Pires Bastos, pedagoga; Luiz Celso Vilanova, neuropediatra da Unifesp; Luiz Guilherme Araújo Florence, pediatra e responsável pelo ambulatório de desenvolvimento infantil do Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis (SP); Maria Cristina Capobianco, psicanalista e terapeuta infantil do Instituto Sedes Sapientiae (SP); Maria de Fátima Pupo, diretora pedagógica da Escola Girassol (Jaú-SP); Maria José Nóbrega, professora e assessora de Língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo; Mauro Fisberg, nutrólogo especialista em nutrição na infância e na adolescência; Raquel Caruso, psicomotricista, fonoaudióloga e coordenadora da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (EDAC), em São Paulo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Férias de verão: confira dicas para a alimentação das crianças


Férias de verão: confira dicas para a alimentação das crianças 

É possível escolher opções nutritivas e que as crianças gostem

Por Renata Demôro

Férias de verão combinam com praia, sol e crianças comendo fora de casa. Mesmo quando a viagem não está inclusa no pacote, as tardes ensolaradas pedem um passeio no parque ou um mergulho na praia. E como garantir que as crianças se alimentem bem em qualquer lugar?

Mudança de rotina afeta alimentação
Especialista em alimentação infantil, a nutricionista funcional Elaine de Pádua explica que a mudança de rotina e a praticidade de alimentos industrializados são responsáveis pelo ganho de peso das crianças durante as férias de verão.

“Apesar de gastar calorias correndo e brincando, neste período elas costumam acordar tarde, pular refeições e substituir o almoço e o jantar por guloseimas e fast-food”, explica a nutricionista. Elaine diz que, prevendo a oscilação de horários durante as férias, é possível montar cardápios saudáveis, que agradem aos filhos.

De acordo com a nutricionista Larissa Cohen, do Espaço Stella Torreão, no Rio de Janeiro, “com o calor, a tendência é que o apetite das crianças diminua, mas como está em fase de crescimento é fundamental garantir que ela consuma alimentos leves e nutritivos”.

Confira dicas para que as crianças comam bem durante as férias de verão:
  • 1
    Frutas e suas variações
    A nutricionista Elaine de Pádua recomenda variar a forma de oferecer as frutas. “Iogurtes, leite e sucos com frutas podem facilitar o consumo de diferentes tipos delas. Picolés de frutas também são permitidos”, explica. Segundo a nutricionista Larissa Cohen, é preciso estar atenta aos rótulos: “Nos sucos e picolés, evite aqueles em que a primeira ou segunda palavra da entre os ingredientes é açúcar. Polpa, suco ou água devem ser os primeiros da lista, já que representam substâncias em maior quantidade no produto”. Ela lembra as frutas já devem estar picadas, em potes, dentro de uma sacola térmica, para facilitar o consumo.
  • 2
    Para quem não gosta de fruta
    Para crianças que torcem o nariz para qualquer tipo de fruta, Larissa Cohen recomenda biscoitos à base de farinhas integrais (doces ou salgados), bolo caseiro simples em fatias (previamente embalados fatia a fatia) e minissanduíches de queijo minas ou mussarela. A nutricionista Elaine de Pádua orienta: “Nunca deixe o pacote de biscoitos com a criança. Ofereça o salgadinho em um potinho e regule a quantidade. O adulto deve estipular os limites”.
  • 3
    Comendo na rua
    Quando a fome apertar e não houver nada previamente preparado para a criança, a nutricionista Larissa Cohen recomenda: “A mãe pode comprar milho cozido, biscoito de polvilho, picolés de fruta, sucos e água de coco”. Ela lembra que os sanduíches vendidos na praia, com maionese, devem ser evitados. “Pratos com camarão, empadas, salpicão, salada de frutas e sucos que não sejam industrializados também não devem fazer parte da alimentação das crianças na rua, já que correm o risco de contaminação por bactérias, que provocam infecção intestinal, com febre e diarreia”, explica a nutricionista.
  • 4
    Viagem em família
    A nutricionista Elaine de Pádua explica que o café da manhã dos hotéis costuma fazer a alegria das crianças. “Capriche na primeira refeição do dia, mas faça escolhas saudáveis. Opte por somente uma variação de pão, de preferência integral, evite frituras e alimentos gordurosos”, diz a nutricionista. Se for passar o dia todo fora do hotel, em um lugar que ainda não conhece, Larissa Cohen recomenda levar a comida das crianças já pronta: “No almoço, ofereça um sanduíche de pão integral ou árabe com queijo minas, alface, tomate e cenoura ralada. Para beber, leve água de coco e suco de fruta”. Larissa recomenda que, pelo menos uma vez por dia, a criança consuma verduras, legumes, carnes, arroz e feijão. “Nas férias, os lanches costumam predominar, mas a mãe pode se organizar para oferecer, pelo menos, uma refeição completa por dia para a criança”, orienta a nutricionista.

Pequenas recompensas podem estimular crianças a comer legumes, diz estudo

Pequenas recompensas podem estimular crianças a comer legumes, diz estudo

Método é mais eficaz do que elogios verbais

Por Renata Demôro

Fazer com que os filhos comam cinco porções diárias de frutas e legumes, como recomendam os médicos, pode ser uma tarefa difícil para qualquer mãe. Pesquisadores da University College London parecem ter encontrado a solução para o problema. Recém-publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”, o estudo indica que pequenas recompensas podem ter mais sucesso do que elogios verbais na aceitação de novos alimentos.

Segundo os cientistas, crianças de 3 e 4 anos de idade, que já tinham dito não gostar de um vegetal, mudaram de ideia gradualmente após ganhar um adesivo como forma de incentivo, inserindo o alimento na rotina. Eles também dobraram a ingestão, indo de uma média de 5g de legumes por dia no início para cerca de 10g até o final da pesquisa.

Após recompensas, crianças mudam de opinião sobre legumesTrês meses depois, as crianças que receberam recompensas ainda mostraram estar dispostas a comer mais de uma vez os legumes apresentados pelos pais. Por outro lado, as crianças que receberam elogios verbais continuaram não experimentando ou incorporando verduras e legumes ao cardápio.

A pesquisa analisou a rotina e os hábitos alimentares de 173 famílias, que foram divididas em dois grupos. Uma parte deveria elogiar verbalmente seus filhos quando comessem legumes, enquanto a outra metade foi instruída a recompensá-los com adesivos. Durante o estudo, os pais ofereceram aos filhos, durante 12 dias, pequenas porções de cenoura, aipo, pepino, pimentão, ervilha e repolho.

Os cientistas recomendam que os pais considerem utilizar pequenas recompensas não alimentares após a degustação diária de pequenos pedaços de legumes. Eles alertam sobre a necessidade de estudos mais profundos. Pesquisas anteriores sugerem que o esquema de recompensas pode não ser tão eficaz, já que fez com que crianças perdessem o interesse em legumes que já gostavam.

Boneca para meninos,avião para meninas?

o que os brinquedos ensinam



Tem um vídeo no YouTube, com mais de três milhões de acessos, com uma menina fofa, indignada numa loja de brinquedos, que não entende por que meninas devem comprar princesas rosas e meninos, super-herois de diferentes cores. Procure por "Riley on Marketing" e veja como a pequena insiste em questionar as regras do jogo. O video me fez lembrar de quando uma amiga minha ficou enlouquecida com a sogra, que tinha presenteado o neto de dois anos com uma Barbie.

Minha amiga encarou isso como uma provocação da sogra, já que a senhora era lúcida e o menino tinha um irmão pequeno, com quem não faria sentido "dividir" o tal brinquedo. Fato é que minha amiga confiscou o presente na hora. Só não sei o que ela fez com a sogra depois.

Como os pais devem agir na determinação do que é brinquedo de menino ou de menina? Não vou questionar as boas intenções da sogra, mas será que minha amiga deveria ter dado a boneca para o filho? Se fosse um boneco com roupa de mergulhador seria melhor?

Muitos brinquedos acabam treinando as crianças para os papéis que vão desempenhar no futuro. A autora do livro Cinderella Ate My Daughter, Peggy Orenstein, escreveu que meninos e meninas de hoje vão ser colegas de profissão, empregados, chefes, companheiros. "Como podem desenvolver habilidades para colaborar uns com os outros com brinquedos que enfatizam, reforçam ou até criam diferenças entre eles?", questiona Peggy.

No início deste ano, chega aos Estados Unidos uma nova linha da Lego voltada para as meninas. Pesquisas feitas pela empresa apontaram que, quando são muito pequenas, as crianças brincam igualmente com blocos de montar, mas quando chegam na faixa dos três ou quatro anos de idade, as meninas preferem brinquedos bonitos, com harmonia e que lhes permitam contar histórias. E é nessa fase também que as crianças começam a se policiar entre elas, reforçando visões rígidas sobre o que é de menino e de menina.

Portanto, para que as meninas sejam conquistadas pela brincadeira de montar, que desenvolve habilidades motoras finas, matemáticas e espaciais, na sua nova linha, a Lego adaptou tudo isso ao "gosto feminino", com um toque de rosa e lilás, além de bonecos maiores e algumas curvas.

Daí voltamos à questão dos papéis desempenhados pelos brinquedos. Peggy Orenstein pergunta o que as meninas vão aprender com os kits de Lego em que devem montar salões de beleza. E eu pergunto por que elas não poderiam brincar com um avião que vem com uma boneca no comando, por exemplo?

Quem está estabelecendo as regras? A natureza humana, os pais, a escola, a televisão, as lojas ou todo mundo junto? Porque meninos e meninas têm uma preferência natural por um ou outro tipo de brinquedo, mas o ambiente também tem alguma influência nas escolhas.

Qual seria a melhor proposta? É necessário separar rigidamente brinquedo de menino de brinquedo de menina? Ou as crianças deveriam ter mais liberdade de escolha? Será que todos os brinquedos não deveriam ser bonitos, coloridos, com harmonia e poder de estimular habilidades nas crianças, apenas com o rótulo "apto para todo o público"? E aí deixaríamos as crianças escolherem bem à vontade de acordo com seus interesses. Afinal, meninas devem ser livres para subir em árvores, jogar bola e montar naves especiais. E meninos também devem poder brincar de casinha. Acho que a pequena Riley estaria de acordo, não?
 

 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Psicóloga aponta má influência de princesas sobre meninas, em livro

Psicóloga aponta má influência de princesas sobre meninas, em livro

pais devem estar atentos às mensagens que filhos recebem pela mídia

princesas disneyA mania de meninas pequenas se vestirem de princesas pode não ser apenas uma brincadeira de criança. A psicóloga infantil Jannifer L. Hardstein defende que os valores transmitidos por Cinderela, Branca de Neve e cia pode estar deturpando a visão de realidade das meninas.

Batizado de 'síndrome de princesa', o fenômeno é descrito pela especialista em seu novo livro, "Princess Recovery: A How-To Guide to Raising Strong, Empowered Girls Who Can Create Their Own Happily Ever Afters" (algo como "Recuperação da Princesa: um guia de como criar garotas fortes e poderosas, que podem fazer seu próprio final feliz").

Princesas transmitem ideia de que importante é a beleza
Na obra, Hardstein defende que meninas de apenas dois anos estão começando a definir parâmetros irreais a partir dos desenhos da Disney. Segundo ela, as princesas transmitem a ideia de que beleza e boas roupas são o suficiente para se encontrar o amor e ter amigos.

Este tipo de mensagem, de acordo com Hardstein, tem grande impacto na autoconfiança e dificultam que as crianças entendam a importância da educação e de valores como generosidade. "As meninas estão recebendo essa mensagem por toda parte, de que o que importa é a aparência e as coisas que elas têm", argumentou a psicóloga em programa da TV americana.

Hardstein diz ainda que não são apenas televisão e revistas que influenciam negativamente as meninas, mas também alguns brinquedos. "Os pais acham que seus filhos vão entender as mensagens com que são bombardeados todos o tempo mas eles não vão."

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Símbolos de Natal e Seus significados

Símbolos de Natal e Seus significados

O homem não vive sem sinais e símbolos.
Seu pensar, seu conhecer, seu expressar o real e o espiritual é realizado através de símbolos. Ele transforma tudo em símbolos para ser entendido pelos outros. Assim a língua falada e escrita e as artes nas suas diversas expressões (pintura, escultura, música, dança ...) são os símbolos mais comuns.

O homem se expressa simbolicamente também através da fé e da cultura, e o natal é uma expressão de fé e de cultura.

Conheça melhor a grandeza dos significados dos símbolos do Natal:

Árvore de Natal:

No mundo, milhões de famílias celebram o Natal ao redor de uma árvore. A árvore, símbolo da vida, é uma tradição mais antiga do que o próprio Cristianismo, e não é exclusiva de uma só religião.

Muito antes de existir o Natal , os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano em dezembro como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte.

Já o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para as festividades deste mesmo dia do ano.A primeira referência a uma " Árvore de Natal" é do século XVI. Na Alemanha, famílias ricas e pobres decoravam árvores com papel colorido, frutas e doces. Esta tradição se espalhou pela Europa e chegou aos Estados Unidos pelos colonizadores alemães. Logo, a árvore de Natal passou a ser popular em todo mundo.

Pinheiro
É a única árvore que não perde suas folhas durante o ano todo. Permanece sempre viva e verde.
Foi usado pela primeira vez pela rainha da Inglaterra Elizabete e por ocasião do dia 25 de Dezembro , quando oferecia uma grande festa e recebia muitos presentes .

Não podendo recebê-los todos pessoalmente pediu que fossem depositados em baixo de uma árvore no jardim.

Origina-se daí, igualmente, o costume depositar os presentes em baixo da árvore.
Árvore verde também trás a esperança , a alegria e a vida nova .
O verde constante do pinheiro, a vida permanente e plena que Jesus Cristo aparece.

Bolas coloridas que enfeitam as árvores.

Simbolizam os frutos da "árvore vida" ou seja, Jesus Cristo.

O Presépio:

Um dos símbolos mais comuns no Natal dos países
católicos é a reprodução do cenário onde Jesus Cristo nasceu: uma manjedoura, animais, pastores, os três reis magos, Maria, José e o Menino Jesus.

O costume de montar presépios surgiu com São Francisco de Assis, que pediu a um homem chamado Giovanni Villita que criasse o primeiro presépio para visualizar, sensibilizar, facilitar a meditação da mensagem evangélica, do, conteúdo, do mistério de Jesus Cristo que nasce na pobreza, na simplicidade.

São Francisco, então, celebrou uma missa em frente deste presépio, inspirando devoção a todos que o assistiam.

Papai Noel:

Ele foi inspirado no bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos.

Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo. Nos Estados Unidos, a tradição do velhinho de barba comprida e roupas vermelhas que anda num trenó puxado por renas ganhou força.A figura do Papai Noel que conhecemos hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1881.

O cartão de Natal:

A prática de enviar cartões de Natal surgiu na Inglaterra no ano de 1843. Em 1849 os primeiros cartões populares de Natal começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William Egly.
Independentemente da sofisticação, beleza e simplicidade, os cartões são símbolos do inter-relacionamento do homem. O ser humano é comunicação, é relacionamento. A dimensão dialogal, de comunhão, de empatia vem expresso pela palavra escrita. Ao falarmos em palavra, nos vem à mente o prólogo do evangelho de São João: Cristo é o Verbo, a Palavra criadora, unificadora e salvadora de Deus (Jo 1,1-5).
Os presentes:

Existem muitas origens para este símbolo. Uma delas conta que São Nicolau, um anônimo benfeitor, presenteava as pessoas no período natalino. Outra tradição mais antiga, lembra os três reis magos que presentearam Jesus. O dia e o motivo de dar e receber presentes varia de país para país.
A origem dos presentes por ocasião do final do ano tem origem pagã e que a tradição cristã foi aos poucos assimilando.

Os romanos, há mais de 1500 anos, tinham o costume de enviar presentes aos amigos no início do ano novo. Tal hábito coincidia aos festejos ao deus Janus (um deus bifronte, que olhava para o ano que terminava e para o que começava) e, talvez as origens do nosso reveillon e outras comemorações de fim de ano. Esta festa complementava a festa do sol (25 de dezembro).

Com o crescimento do cristianismo essas festas foram ganhando sentido cristão: Cristo é o Sol que ilumina o caminho dos homens; Ele é o Senhor da História; é o grande presente de Deus à humanidade.

Dar presente é uma maneira muito palpável de demonstrar a solidariedade e bondade humana em dar sem interesse de receber. É vivenciar de maneira simples e ínfima a imensa e infinita bondade de Deus.


Canções de Natal:


A Igreja católica sempre deu muita importância para o valor da música. As primeiras canções natalinas datam
do século IV e são cantadas até hoje na véspera de Natal.

A Comida:

O Natal significa comida na maior parte do mundo cristão. O simbolismo que o alimento tem na mesa no dia de Natal vem das sociedades antigas que passavam muita fome e encontravam em algum tipo de carne - o mais importante prato - uma forma de referenciar à Deus e à Jesus. Geralmente era servido porco, ganso - mais tarde substituído por peru, e peixe. Uma série de bolos e massas são preparados somente para o Natal e são conhecidos por todo mundo.

A ESTRELA

A estrela na sociedade humana esteve sempre ligada como "bússolas naturais" das pessoas. Hoje os aparelhos de navegação evoluíram de tal forma que as estrelas se tornaram apenas ornamentos no céu, objeto de estudo. Contudo durante milhares de anos eram elas as responsáveis em guiar os navegadores pelos mares e os viajantes pelos desertos. Eram elas que indicavam a direção, o sentido, o porto seguro.

A estrela guiou os três reis magros Baltazar, Gaspar, Melchíor - desde o oriente até local onde nasceu Jesus para que pudessem presentea-lo com ouro, incenso e mirra , é lembrada hoje pelo enfeite que é colocado no topo da árvore de Natal. E Jesus Cristo é a Estrela Guia da humanidade. Ele é o caminho, o Sentido, a Verdade e a Vida.

OS MAGOS

"Eis que uns magos chegaram do Oriente a Jerusalém perguntando: 'onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? ... viemos adorá-lo, '... Eis que a estrela que tinham visto no Oriente, ia-lhes à frente até parar sobre o lugar onde estava o menino ... e o adoraram. Abriram seus cofres e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra"(Mt 2,1-12).

Não eram reis e sim sábios, estudiosos, mas o que isto importa? A mensagem é mais forte que esse detalhe. Esta narração tão plástica e viva, enriquecida posteriormente com aspectos lendários, como o nome dos três (Melchior, Gaspar e Baltazar), traz duas grandes mensagens teológicas:

- Cristo não veio apenas para os Judeus, mas para redimir toda a humanidade, Ele é o polo para o qual convergem todas as raças.

- A segunda grande mensagem está relacionada aos presentes oferecidos pelos magos: ouro, incenso e mirra. O evangelista Mateus expressa por esses símbolos a fé vivenciada pelos primeiros cristãos: Cristo é Rei dos Reis (daí o ouro), é filho Deus (o incenso) encarnado (a mirra).

A VELA
Por milhares de anos, até a descoberta da energia elétrica há 100 anos, a vela, a lamparina ou lampião a óleo, as tochas foram as fontes de luz nas trevas noturnas. A minúscula chama afugentava as trevas, a escuridão dando segurança e calor. Por isso na antigüidade alguns povos chegaram a cultuar o fogo como divindade. Jesus Cristo é a luz que ilumina nosso caminho: "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8,12). E "vós sois a luz do mundo ... não se acende uma candeia para se pôr debaixo de uma vasilha, mas num candelabro para que ilumine todos os da casa. É assim que deve brilha vossa luz" (MT 5,14-16).